Já falamos em um outro texto sobre o porquê trabalhamos com metodologias ágeis aqui na Caiena. A verdade é que existem diversos métodos e frameworks orientados por essa abordagem. Mas, por enquanto, vamos apresentar a essência de dois dos que utilizamos aqui. O primeiro deles é o Scrum.

Desenvolvida pelo empreendedor Jeff Sutherland, responsável pela primeira equipe Scrum há mais de vinte anos, essa é uma metodologia - ou um framework de trabalho- que tem como premissa uma nova maneira de equipes trabalharem em projetos de software. Apesar de ter sido criado pensando no cenário dos projetos de software e das empresas de tecnologia, o Scrum pode ser adaptado para a estratégia de marcas de diversos segmentos.

Se quiser conhecer a metodologia de forma mais aprofundada, recomendamos a leitura de Scrum: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo, livro escrito pelo próprio Sutherland. A obra é bastante didática e traz todos os pilares, porquês e orientações práticas sobre o uso da metodologia – um dos motivos para todos os novos talentos da Caiena ganharem o livro de presente em seu primeiro dia aqui com a gente.

Sutherland define o Scrum como algo semelhante aos sistemas autocorretivos, evolucionários e adaptativos. É uma maneira de trabalhar que pratica os conceitos de aprimoramento contínuo e produtos minimamente viáveis (ou na sigla MVP, Minimum Viable Product) para obter feedback imediato dos consumidores, em vez de esperar até que o projeto tenha sido concluído. Resumindo: o trabalho é voltado para um produto demonstrável com frequência.

O que isso significa?

A possibilidade da demonstração frequente faz com que o produto seja desenvolvido e, consequentemente, aprovado em etapas.

Na prática, isso quer dizer que no Scrum o constante acompanhamento de cada etapa ou ciclo do projeto, por meio das sprints, prevê revisões e alterações no meio do trajeto – e age com eficácia em cada etapa antes do produto final ser entregue.

O termo que dá nome ao método vem do jogo de rúgbi e se refere à maneira como um time trabalha junto para avançar com a bola no campo. É basicamente uma metáfora do que uma equipe deseja fazer. E o motivo pelo qual ela funciona é simples. Sutherland pesquisou a maneira como as pessoas realmente trabalham, em vez de como elas dizem que trabalham.

Outra metodologia de gestão ágil que utilizamos nos projetos da Caiena é o Kanban. Este é um conceito relacionado com a utilização de cartões (Post-it e outros) para indicar o andamento dos fluxos de produção em empresas de fabricação em série, mas que pode ser aplicado em diversos processos criativos de trabalho para a organização de projetos em atividades.

O Kanban pode ser organizado em uma simples folha de papel, que geralmente é dividida em três colunas: "fazer", "fazendo" e "feito". Dessa forma, o grupo de trabalho consegue descrever as atividades de um projeto em pequenos cartões e distribuí-los para indicar o estágio de cada atividade.

Há uma variedade de abordagens para o Kanban. Mas a maioria concorda que esse é um sistema e um método focado nos seguintes princípios: visualizar o trabalho, limitar as atividades em progresso, explicitar as políticas de trabalho, medir e fazer a gestão do fluxo das atividades e identificar oportunidades de melhorias.

Em posts futuros, a ideia é mostrar de maneira mais detalhada cada uma dessas duas metodologias na prática, exemplificando a aplicação delas no nosso dia a dia e na metodologia da Caiena.

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