Motion Graphics: como explicar conceitos através de vídeos

Design Set 18, 2019

Sabe por que cada vez mais empresas utilizam vídeos animados para divulgar suas ações e produtos? Porque uma boa animação se conecta com o público e explica conceitos complexos em poucos segundos.

Motion graphics, motion design, animação, vídeo animado… vários nomes para uma mesma abordagem: transformar formas estáticas em formas vivas. E essas formas podem ser qualquer coisa – letras, gráficos, números, personagens, objetos, paisagens, logotipos… Os únicos limites são aqueles colocados pelo próprio projeto, como tempo, recursos humanos e tecnológicos e, talvez, exigências do cliente.

Boa parte dos produtos da Caiena são softwares dos mais variados tipos e direcionados aos mais diversos usuários. Atualmente, a entrega de quase todos esses softwares inclui a criação de motion graphics, justamente porque eles explicam o uso e a função de tecnologias complexas a um público amplo, conseguem deixar esse público interessado e, consequentemente, agregam valor à entrega final.

O projeto Solução Online de Licitação é um bom exemplo. Nesse caso, foram feitos cinco vídeos curtos explicando as funções e tecnologias do software. Veja um deles:

SOL - Código aberto from Caiena on Vimeo.

Depois de alguns anos de prática, nossa equipe de design gráfico desenvolveu um processo bastante estruturado e eficiente de produção de animações. E é ele que compartilhamos com vocês agora.

Os passos para criação de motion graphics

Passo 1 – Compreender o assunto

Não faça nada antes de entender o propósito do vídeo. É preciso estudar o assunto ou produto, entender sua função, com que público ele conversa e qual conceito deve ficar claro para quem o assistir. Não confunda: não se trata, ainda, de entender qual história será contada, mas o que essa história deve revelar ou transmitir ao público.

Passo 2 – Quais recursos visuais já existem no projeto?

Esse é o momento de identificar quais elementos visuais já estão relacionados ao seu produto ou tema. Esses elementos podem ser cores, logotipos, estilos e até mesmo emoções ou sensações.

Passo 3 – Roteiro

Aqui na Caiena a criação do roteiro é uma atividade multidisciplinar que costuma envolver tanto a área de design quanto a de comunicação. Na maior parte dos casos, o resultado final inclui o texto para a narração e sugestões de cenas e elementos visuais.

Passo 4 – Referências

Não tenha medo de buscar referências. Quanto mais criativo e original for o seu trabalho, melhor. Mas o que alimenta essa criatividade é a bagagem de referências que você possui. Saber o que outras empresas andam produzindo pode te ajudar com insights sobre o que fazer e até sobre o que não fazer. Dribbble, Vimeo, Pinterest e Instagram são boas plataformas para isso.

Passo 5 – Rascunhos

rascunho-1
Depois de reunir todo esse conhecimento, é hora de rabiscar. O segredo para ter sucesso nessa etapa é: simplesmente faça. Comece com a tranquilidade de saber que o primeiro rascunho dificilmente será parecido com o resultado final e, por isso, não precisa se preocupar tanto assim com ele. Isso vai te ajudar a não "travar" diante da página em branco. Caso trabalhe em equipe, como nós, é importante que todos os designers envolvidos compartilhem entre si suas propostas para que as melhores sejam mescladas e todos estejam alinhados.

Passo 6 – Storyboard ou animatic

Com o roteiro pronto, a equipe de motion graphics inicia a criação do storyboard – sequência de quadros sem movimentos animados – ou do animatic – sequência de quadros já com algum nível de animação – para aprovação de outras equipes e/ou do cliente. Um dos sites que utilizamos para fazer o storyboard é o Boords. É comum que algum dos designers faça uma "locução-guia" para acompanhar mais facilmente a relação entre a narração e as cenas.

Passo 7 – Criação de Style Frames

style-frame-1
O próximo passo é a produção dos style frames, o que envolve tanto a criação de personagens, quanto a de cenários e outros elementos que estarão no vídeo. Para isso, utilizamos os softwares Adobe Illustrator (para vetores) e Adobe Photoshop (para bitmaps). Em seguida, essas ilustrações costumam passar pela validação do cliente e de outras equipes importantes no projeto. É essencial, ao criar as ilustrações, levar em conta as possibilidades de movimento das figuras desenhadas para não ter problemas na hora da animação.

Passo 8 – Animação final

animacao-final
Após aprovação do estilo e das cenas por parte do cliente, é hora de animar as ilustrações – aqui nós utilizamos o After Effects. É também nessa etapa, quando a animação está quase concluída, que a equipe produz os efeitos sonoros (SFX) do vídeo e um narrador realiza a locução.

Vale destacar que em algumas empresas ou projetos, os profissionais responsáveis pela ilustração não são os mesmo que farão a animação final utilizando algum software.

Para saber mais sobre motion graphics

Sabemos que cada uma dessas etapas possuem seus próprios processos e desafios. Por isso, durante os próximos meses publicaremos textos com informações e dicas para os profissionais da área – dos iniciantes aos mais experientes.

Nos siga nas redes sociais para acompanhar esses conteúdos!

Este texto foi escrito com a colaboração dos designers, ilustratores e motion designers Aline Tardelli, Bruno Rigolino, Eduardo Araújo e Jaqueline Vital.

LinkedIn icon Instagram icon Facebook icon Twitter icon
Great! You've successfully subscribed.
Great! Next, complete checkout for full access.
Welcome back! You've successfully signed in.
Success! Your account is fully activated, you now have access to all content.
manage cookies