Janeiro Branco: o que as empresas podem fazer pela saúde mental no trabalho?

Cultura Jan 15, 2020

O Líder da Área de Pessoas da Caiena compartilha ações e diretrizes que favorecem a saúde mental no trabalho

O Brasil possui uma das piores taxas de saúde mental da América – segundo a OMS, 9,3% (cerca de 19 milhões) dos brasileiros enfrentavam, em 2019, transtornos depressivos, e 7,5% (cerca de 15 milhões) sofriam com transtornos de ansiedade. A Campanha Janeiro Branco visa reverter este cenário, utilizando debates, palestras e divulgação de informações para promover uma cultura de saúde mental.

Considerando que boa parte de nossos dias é dedicada ao trabalho, a construção de ambientes profissionais saudáveis, que valorizem a subjetividade e o bem-estar dos colaboradores, tem papel essencial na superação desse quadro.

O Projeto Janeiro Branco foi criado em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão. O mês foi estrategicamente escolhido para aproveitar a simbologia do início de ano, quando as pessoas tendem a refletir sobre seus hábitos e comportamentos e estão mais abertas a mudanças. Sabendo da importância da campanha e de sua relação com o mundo profissional, o Líder de nossa Área de Pessoas, João Paulo Gotardo, elencou algumas práticas que podem impactar positivamente o ambiente de trabalho, a vida dos talentos e, até mesmo, seu desempenho como profissionais.

Práticas que podem favorecer a saúde mental no trabalho

Como o João Paulo contextualiza, o Fórum Econômico Mundial sugere que, para criar um ambiente favorável à saúde mental, as empresas devem implementar tanto práticas preventivas quanto de apoio e tratamento.

Medidas preventivas

1. Desenvolver boas lideranças, que considerem as dimensões subjetivas (que envolvem questões emocionais, psicológicas e de personalidade) dos talentos e os tratem com humanidade e respeito;

2. Construir um clima interno positivo, cuidando para que comportamentos hostis, preconceituosos e inadequados não se reproduzam no ambiente de trabalho;

3. Oferecer equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, implementando medidas que favoreçam uma cultura de confiança e autonomia aos talentos. Isso pode ser feito, por exemplo, com a utilização de horários flexíveis e possibilidade de trabalho remoto;

4. Balancear a distribuição de tarefas para evitar que os talentos fiquem sobrecarregados. Para isso, é importante que os líderes percebam quando existe uma situação desbalanceada, mediem a divisão de tarefas e, quando possível, realinhem prazos;

5. Propiciar interação social entre os talentos por meio de eventos como confraternizações, comemorações de aniversário, dias de jogos e até grupos esportivos.

Medidas de apoio e tratamento

1. Sempre oferecer apoio aos problemas psicológicos, mesmo que não tenham sido causados por fatores ligados à empresa;

2. Levar em consideração as dificuldades de cada talento e ofereça ferramentas de apoio que sejam condizentes com cada situação;

3. Realizar campanhas voltadas à saúde mental. Elas podem incluir materiais informativos e até mesmo eventos internos com atividades relacionadas, como palestras, yoga e meditação.

Práticas voltadas à saúde mental no trabalho também beneficiam as empresas

Vale destacar que programas em prol da saúde mental no trabalho trazem vantagens também aos empregadores. Entre elas, estão o aumento da produtividade, queda na taxa de afastamentos por incapacidade, diminuição de turnover de talentos e fortalecimento da marca empregadora. Esse ponto é lembrado tanto pela OMS quanto pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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