Glossário Blockchain: conheça o significado dos termos mais utilizados

Blockchain 21 de Jun de 2022

Você tem a impressão de que, a cada dia, novos termos e ferramentas são criados no mundo da tecnologia? Pois é. Se manter atualizado é fundamental para acompanhar essas discussões à altura.

Neste texto vamos apresentar alguns termos que fazem parte do vocabulário em torno de blockchain e do mercado de ativos digitais.

Navegue pelo conteúdo:

Veja o que significam os termos mais comuns:

Criptografia

Criptografia diz respeito à técnica de proteção de informações através de sua codificação. No caso de uma mensagem criptografada, por exemplo, o emissor e o receptor terão acesso à integralidade do texto, porém, no “caminho” ela aparecerá de forma ilegível, com números e letras embaralhados.

Por isso, uma das grandes discussões em torno da criptografia diz respeito aos aplicativos de mensagens instantâneas, a fim de que seja assegurada a privacidade e a proteção dos dados dos usuários frente às posturas nem sempre transparentes das big techs.

Blockchain

Quando traduzida, blockchain significa “cadeia de blocos” e nos ajuda a criar uma visualização de como a mesma funciona. Blockchain é uma tecnologia de banco de dados descentralizada, ou seja, as informações armazenadas ali são distribuídas em blocos criptografados e integrados.

Essa estrutura de dados se dá de forma distribuída e imutável: se houver qualquer tentativa de alteração de dados de um bloco, será preciso também manipular também todos os blocos conectados a ele – o que é praticamente impossível. Isso garante segurança e confiabilidade à blockchain.

Para se aprofundar no significado de blockchain, leia nosso texto "O que é e como funciona uma blockchain".

Assinatura eletrônica

A necessidade de assinar documentos à mão é uma tarefa que tem sido, cada vez mais, flexibilizada. Durante o período da pandemia, por exemplo, o uso de recursos como a assinatura eletrônica foram a saída para evitar deslocamentos e aglomerações.

Uma assinatura eletrônica é um recurso ligado a um certificado digital, que serve para garantir que um documento é autêntico – mesmo que assinado de maneira não presencial. Essa tecnologia se utiliza de uma chave criptografada para validação e faz com que uma assinatura em papel tenha a mesma legalidade de uma assinatura digital.

Criptoativos

Os criptoativos representam valores que são operados em âmbito digital, entre indivíduos e empresas. As criptomoedas, por exemplo, são um tipo de criptoativo, assim como NFTs e o token, que apresentaremos adiante no texto.

A Receita Federal descreve as principais características dos criptoativos como:

A representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal.

Token

O token é um ativo que representa um direito futuro a quem o adquiriu. Este é um criptoativo que funciona como investimento. Um exemplo atual do uso de token são os fan tokens: ativos digitais utilizados para aproximar o torcedor do seu time de coração. Os detentores desses ativos podem acessar produtos exclusivos e participar de decisões no clube.

O fan token é um utility service, mas existem também payment tokens, security tokens e o non-fungible-token.

NFT (non-fungible token)

NFT é, por definição, um token não-fungível, arquivo único e autêntico que funciona como um certificado digital em uma blockchain. Um arquivo de NFT pode ser um desenho, uma foto, uma música ou até um meme. Apesar de existirem registros de NFTs desde 2014, é possível dizer que este ativo digital movimentou o mercado principalmente em 2021, junto da crescente onda de investimento em criptomoedas.

Na newsletter da Caiena já falamos sobre NFT, leia aqui e assine para receber quinzenalmente um resumo com os assuntos mais relevantes da tecnologia.

Web3

A Web3 é uma rede que constitui-se a partir de blockchains e representa um upgrade à internet como conhecemos hoje. Nesse novo formato, o serviço de internet será descentralizado e sem intermediários.

O termo Web3 foi criado em 2014 por Gavin Wood, um dos cofundadores da criptomoeda Ethereum. Além da descentralização, a Web3 fortaleceria também a transparência e a segurança mediante as possibilidades da blockchain e da inteligência artificial.

Para saber mais

Agora que você já teve contato com os principais termos utilizados neste universo, conheça também qual a situação da blockchain no setor público brasileiro – um assunto importante para a Caiena.

Afinal, criamos o primeiro aplicativo de licitações do Brasil que utiliza a tecnologia blockchain – o SOL. Desenvolvido pela Caiena para os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte, com financiamento do Banco Mundial, o aplicativo está sendo utilizado por associações e cooperativas em ambos estados e expandindo-se para outros territórios. Acesse: https://www.sol-app.net/.

Marta Barbieri

Cientista Social e Analista de Comunicação na Caiena.

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