Definir uma área de trabalho é só o primeiro passo na tarefa de escolher qual curso ou graduação fazer – e isso é especialmente verdade em setores amplos como o de tecnologia. Nesse caso, mesmo para quem quer seguir na carreira de desenvolvimento de software, selecionar uma entre as várias faculdades de TI pode ser um desafio.

É por isso que neste texto explicamos as diferenças (ou semelhanças) entre algumas das principais faculdades de tecnologia e levantamos alguns pontos que podem diminuir a ansiedade da escolha.

Faculdades de TI: Ciência da Computação

Esse é um curso de computação mais pura e teórica. Ele é mais indicado para quem quer trabalhar com pesquisas na área de computação, algoritmos e ciência de dados, para quem pretende seguir carreira docente e para quem quer atuar como desenvolvedor de software.

A grade curricular tende a mudar de uma instituição para outra mas, de maneira geral, o curso possui disciplinas de lógica de programação, técnicas de desenvolvimento, matemática e cálculo, além de disciplinas de aprendizado da máquina e inteligência artificial.

Faculdades de TI: Engenharia da Computação

Entre os três cursos citados aqui, esse é o que realmente se diferencia. Ao contrário dos outros dois, a Engenharia da Computação oferece disciplinas ligadas à hardware e engenharia elétrica. Portanto, forma profissionais que além de programar softwares, poderão criar circuitos eletrônicos nos quais esses softwares são inseridos.

A depender da grade de cada instituição, pode ser que esse profissional tenha uma base menor de desenvolvimento de softwares se comparado a um cientista da computação, mas, mesmo que seja o caso, tem condições tanto de atuar com desenvolvimento quanto de projetar computadores e automatizações industriais.

Faculdades de TI: Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistema

O tecnólogo não é um curso técnico, mas uma faculdade na área de tecnologia. Ele oferece uma grade curricular semelhante à de ciência da computação, mas condensada em um período de tempo mais curto – costuma durar de dois a três anos. Justamente por isso, e por ter o objetivo de preparar pessoas mais rapidamente para o mercado de trabalho, é possível que quem se forme neste curso precise buscar conhecimento teórico de outras formas.

Ainda assim, como disse o desenvolvedor da Caiena, Douglas Henrique, independente do curso feito, o mercado de trabalho sempre exigirá ferramentas que você não domina:

"Quem fez qualquer um dos três cursos precisa deixar um pouco de lado o que aprendeu na faculdade e passar um tempo aprendendo a usar as ferramentas do trabalho: linguagens, frameworks e bibliotecas específicas. Então, imagino que a bagagem, ao menos a prática, é bem pequena pra todo mundo."

Caso esteja considerando esta opção e queira entender melhor quais outras carreiras ela pode possibilitar, recomendamos este vídeo. Além disso, se você tem vontade de trabalhar no exterior, questione a instituição em que pretende estudar sobre parcerias com universidades estrangeiras para co-validação do diploma. Apesar da graduação não ser pré-requisito em muitas empresas internacionais, não ter um diploma válido no país de destino pode prejudir suas chances.

Conclusão

Os cursos apresentados têm características distintas e, por isso, podem direcionar os alunos para caminhos específicos. Ainda sim, profissionais formados em qualquer um deles terão uma boa base em desenvolvimento de softwares e, por isso, poderão se especializar em uma linguagem e se inserir no mercado de trabalho como desenvolvedores.

Do ponto de vista das empresas de software, o que você realmente sabe fazer costuma ser muito mais importante do que a faculdade que cursou – como explicamos no texto sobre como criar um portfólio para desenvolvedores.

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