Por quê Design Thinking, Human Centered Design e Metadesign são importantes para a Caiena

Design Mar 13, 2018

É cada vez mais comum pipocarem artigos e publicações que trazem esses termos para discussões. Nunca se falou tanto sobre design thinking, design centrado no ser humano, metadesign e tudo o mais que isso envolve. Essa democratização do conhecimento, além de positiva, é fundamental. O que é importante distinguir, no entanto, são as maneiras como esses assuntos são tratados e passados adiante. Na Caiena, o design é assunto e prática inerente a todos os projetos. Mas por quê, afinal, isso é tão importante?

O design thinking, ou na tradução literal pensamento de design, é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida às ideias por meio de uma abordagem criativa dos problemas. Esse modelo mental pode ser aprendido e utilizado por qualquer pessoa e aplicado em qualquer cenário de negócio social.

De acordo com Tim Brown, CEO da IDEO e autor de uma das obras mais conhecidas sobre o assunto, o design thinking começa com habilidades que os designers têm aprendido ao longo de várias décadas na busca por fazer uma correspondência entre as necessidades humanas e os recursos técnicos disponíveis, considerando as restrições práticas dos negócios. O que fica evidente nessa conversa é que pensar com o raciocínio do designer para solucionar problemas é algo que pode ser alcançado por todos, por meio do estudo e da prática - essa última mostrando que de fato os insights trazidos por essa experiência são eficazes e geram soluções mais criativas.

O design aplicado pela Caiena

Em cada um dos momentos da nossa jornada de Design na Caiena, nos apoiamos em conceitos, ideais, metodologias, técnicas e ferramentas como as encontradas no design thinking e no metadesign. Com Metadesign operamos a transposição de múltiplos contextos, superando diferenças específicas a partir de uma operação genérica que se aplica em muitos casos diferentes.

Esse pensamento do designer é aplicado em todas as fases de nossos projetos. E isso faz com que a equipe vá da ideia à realização construindo resultados transformadores, além de relações de confiança traçadas por um processo de transparência, tendo o ser humano como centro do que é feito.

Ser humano como parte central do processo

Para o mesmo Tim Brown que citamos acima, a verdadeira meta do design não é mais atender às necessidades expressas criando uma impressora mais rápida ou um teclado mais ergonômico. A meta, agora e há um bom tempo, é ajudar as pessoas a articularem as necessidades que podem nem saber que têm.

Ao estudar o histórico da abordagem humana no design, Krippendorff (2000) explica que o enfoque voltado para o ser humano ocorreu no início da década de 1950, quando o paradigma de produto passou a ser considerado bens de consumo, informação e identidade. Nesse momento, os designers redirecionaram o foco do produto como objeto para práticas sociais, preferências e símbolos, deixando de atender somente às necessidades de usuários racionais para atenderem compradores, consumidores e determinados públicos.

Para além da literatura especializada, o design centrado no ser humano é uma realidade. E mais do que isso, um guia para a realização de nossos projetos. Um dos exemplos é o Ceará Transparente, que vem sendo desenvolvido para, pelo e com a ajuda do cidadão, em cada uma de suas etapas.

O design centrado no ser humano leva em consideração aspectos sociais, físicos e cognitivos do seu público, e utiliza uma abordagem que não impõe suas preferências e soluções. Ao invés disso, traduz a vontade do público, além de estimulá-lo a compreender suas próprias necessidades por meio da solução final do projeto.

Na Caiena, incentivamos todas as pessoas, empresas e marcas a conhecerem esses métodos e descobrirem a real utilidade de cada um na prática. Além de novas maneiras de resolver problemas, o design propõe uma nova maneira de agir no mundo. Ficou interessado? Entre em contato com a gente que agendamos um bate papo ou um treinamento para a sua equipe.

Thaís Jorge

Jornalista, sempre em busca de projetos nos quais a comunicação esteja envolvida para agregar e mudar realidades. Acredita que saber ouvir é o primeiro passo para construir novas histórias.

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