Carbono neutro: soluções sustentáveis para a mobilidade

Inovação 26 de Abr de 2022

Reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO²) é uma preocupação do mundo todo. Por isso, diversos países firmam acordos regularmente para criar novas estratégias que corroborem com a redução da emissão dos gases poluentes.

A partir destes acordos firmados, é possível contar com uma corrente de cooperação para mitigar os efeitos danosos para o clima do planeta e para a saúde da população. Governos, instituições privadas e terceiro setor baseiam suas ações relacionadas à questão ambiental por conta desse tipo de discussão.

Durante a COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorreu em 2021, foi dado o pontapé inicial da regulamentação do mercado de carbono – iniciativa que permite que os países que superaram as metas de redução de emissões de gases do efeito estufa possam comercializar o excedente para os países que ultrapassaram o nível adequado.

Já falamos aqui no blog sobre como aliar a tecnologia à mobilidade pode proporcionar iniciativas que contribuem para o bem-estar nas cidades. Neste texto, vamos focar nas iniciativas sustentáveis que visam não apenas a redução da emissão de gases de efeito estufa, mas também a compensação dessa emissão – ou seja, iniciativas carbon free, ou carbono neutro.

Transporte e logística

Segundo o Summit Mobilidade Urbana 2022 feito pelo Estadão, o setor energético é um dos maiores responsáveis pela emissão de CO², devido à queima de combustíveis fósseis por veículos. Assim, as soluções ecológicas para o setor de transporte e logística são urgentes.

A locadora de automóveis Movida firmou o compromisso de redução de 30% das emissões de gases até 2030. Isso acontecerá a partir da adaptação da frota de passeio e também de furgões. Os veículos elétricos, ou híbridos, serão o foco da empresa para atingir esta meta.

Além disso, a Movida possui um projeto chamado Carbon Free, que funciona da seguinte forma: é calculada a quantidade de gases emitidos em uma locação de veículo e este valor é neutralizado a partir do plantio de árvores no território brasileiro. De acordo com a empresa, desde o início do programa, em 2009, foram plantadas 54.136 mudas e neutralizadas 8.284,58 toneladas de CO².

Compensação de carbono

Para compensar a emissão de carbono, uma empresa pode, por exemplo, se responsabilizar pelo reflorestamento como contrapartida às emissões. Outra opção é estabelecer vínculos com instituições que vendem créditos de carbono para, então, alcançarem o equilíbrio.

Esses créditos de carbono servem ao propósito de tornar mais justo este sistema, para que haja uma "recompensa" ao meio ambiente. Existem, hoje, diversas startups focadas em mediar esse processo de compensação. Uma delas é a Carbonext que faz a gestão de áreas em risco de desmatamento, protegendo sua biodiversidade e estimulando a bioeconomia local. Através da venda de créditos de carbono, a empresa devolve à floresta parte da renda gerada pela comercialização dos créditos para defesa e monitoramento da área, o que contribui também para o desenvolvimento local.

Pegada de Carbono

Um termo utilizado nesta discussão é a "pegada de carbono", derivada do termo em inglês carbon footprint. Esta expressão define o impacto de uma pessoa, empresa ou atividade em emitir gases de efeito estufa.

As opções de consumo, deslocamento e estilo de vida de uma única pessoa também impactam o meio ambiente. Para consultar este impacto individual existem calculadoras capazes de estimar a pegada a partir de elementos da sua rotina.

Diminuir o consumo de plástico, optar por objetos reutilizáveis, repensar os meios de transporte para deslocamento diário e conscientizar-se sobre o tema são alguns dos passos a seguir para a redução da pegada de carbono.

Além disso, o apoio aos projetos socioambientais e às marcas que estejam também engajadas em iniciativas carbon free são atitudes que devem se intensificar nos próximos anos.

Conclusão

Carbono neutro, pegada e crédito de carbono são termos que se tornarão cada vez mais importantes no mercado. Afinal, o impacto ambiental gerado por uma atividade ou instituição tem sido monitorado de perto – seja por órgãos reguladores ou pelos próprios clientes. A tendência dos últimos anos é a de que o consumidor opte por marcas com propósito na hora de fazer suas escolhas.

A criação de soluções de impacto é algo que só pode ser feito em conjunto – e o nosso SEED foi estruturado para esse tipo de situação. No SEED promovemos consultoria em tecnologia e design para que sua empresa coloque em prática ideias novas ou fomente melhorias em processos já existentes. Conheça mais aqui.

Marta Barbieri

Cientista Social e Assistente de Comunicação na Caiena.

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